quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A Bela e a Fera

“Era uma vez, uma menininha que não acreditava no amor. Mas, um belo dia lhe apareceu uma ‘fera’ que, contrariando suas crenças, a fez acreditar no mais belo dos sentimentos... Uma fera de outra selva. Por isso, bela ficou em êxtase ao conhecer um novo mundo cheio de possibilidades, sentimentos, gentilezas e educação. Mas, assim como nos contos de fada, na vida real a nossa Bela não conseguirá o seu tão happy end facilmente. Junto com a Fera, enfrentará grandes obstáculos, será preciso grande compreensão e tolerância para colocar um fim em suas dúvidas, dramas e medos.”
Talvez, nossa Bela dos dias de hoje nunca tenha acreditado ou vivido um amor não por uma escolha, mas pela falta de uma Fera que pudesse ensiná-la, mostrar, compartilhar tal sentimento.
Quem tem tempo para viver um amor? As conseqüências e desventuras de realmente estar com o coração em chamas por alguém? Quem corre esse risco de se entregar hoje? Alguém levantou a mão?
Pois a Fera que estou falando levantou a mão. Não segue regras, segue sim, o coração. Vive cada sentimento e não descarta as possibilidades que a vida lhe apresenta. Ela é exata, bem racional, mas sabe lidar com as emoções deixando-as fluírem com a calmaria necessária para um, quem sabe, final feliz.
A aparência da Fera causa pré-julgamentos errôneos que, em minutos com a primeira história lembrada em flashes acompanhada de um generoso sorriso, nossa Bela começa a prestar atenção e logo detecta que, ‘essa’ Fera é diferente.
Bela está experimentando situações novas, onde ela está se deixando levar, está se permitindo ser surpreendida. Esqueceu-se das receitas, dos livros de auto-ajuda, dos conselhos, do passado.
Aceitou o desafio: Tentar esquecer rótulos e ser ela mesma

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