domingo, 27 de fevereiro de 2011

Amar é....

Amar é...
Há mais ou menos 28 anos atrás, quando meus pais estavam começando a namorar, meu pai recortava do jornal uma sessão em quadrinhos que tinha versinhos que começavam: ‘Amar é... ’. Ele plastificava e entregava para a minha mãe. Mas, esses versinhos foram esquecidos numa caixa qualquer e o romance durou pouco. Era amor? Não sei... De repente os versinhos foram apreciados pela beleza das palavras e não pelo coração...

Aí, me peguei pensando? Amar é o que? Dedicar-se ao outro? Pensar no outro? Suspirar apaixonadamente ao olhar para o ser amado? Se sentir insegura mesmo que se tenha segurança? Sentir saudade assim que acaba de se despedir? Demorar horas para ir embora por não conseguir dar ‘tchau’? Pensar em dois? Ligar várias vezes por dia ou mandar mensagem só para dizer o quanto o outro é amado?

Talvez. Amar é tudo de incalculável que se possa sentir por alguém. Até o ódio pode vir seguido do amor, a implicância... Amar é um sentimento poderoso, difícil de encontrar e complicado de se cuidar... O amor tem várias instruções para se manter vivo. O amor não é conquistado uma só vez e sim, várias vezes, por toda uma vida. O amor precisa de convivência diária, de brigas para reafirmar seu valor, de declarações melosas e sinceras, de cor, sol e chuva.

‘Amar é... Entregar-se ao outro’. Quanta responsabilidade! Você se entrega? Assume os riscos? Viver é arriscar, meu caro. Amar é viver, é sentir... Também é sofrer. Amar é sentir arrepios e sustos, amar é um eterno sorriso, amar é um doce que nunca se enjoa e sempre se deseja repetir.

Amar é o total, não é metade. Amor não se pede, se conquista. Amor não tem talvez, tem sim ou não. Amor nem sempre tem razão, tem sim e muito, sentimento. O amor não tem explicação; mas tem todas as estações.

No amor encontramos todos os gêneros, todos os gostos, todos os cheiros. O amor completa a vida, sacia a fome e provoca alegria.

O amor é completo e quando se encontra, encontramos respostas de uma vida inteira. 
O amor não tem porque, o amor não teme, o amor é corajoso, destemido e guerreiro.

Amar é encontrar o pote de ouro no fim do arco-íris.


Eu te amo.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Navio da relação

Poucas coisas são tão complicadas pro ser humano quanto a sua rede de relacionamentos. Se relacionar é ter que lidar com outro indivíduo totalmente diferente de você. É... Totalmente diferente sim. Concordar em uma coisa ou outra, ou até em várias, não faz dele seu clone. E sim, seu semelhante. Daí a delícia e dificuldade que gozamos e enfrentamos o tempo todo.
Ser humano por natureza não foi feito pra viver sozinho. A base da nossa sobrevivência é o outro, e a relação de troca que estabelecemos com o mesmo. E que fique bem claro: nem sempre são trocas boas. Trocam-se muitas ofensas, socos, tapas, mentiras, mas também amor, carinho, respeito, compreensão, afeto, etc. O fato é que sem essa permuta, dificilmente sobreviveríamos.
Se relacionar dá trabalho. E muito. Qualquer que seja a relação, para se ter sucesso é preciso suar a camisa. Precisamos nos despir de certos preconceitos, aprender a ouvir e compreender o outro - sem necessariamente concordar - estar prontos para se decepcionar e cometer erros também, conhecer a verdade do outro, sabendo seus defeitos e qualidades, e gostando dele mesmo assim. Como se isso tudo já não fosse difícil o suficiente, vem a parte que eu considero 
ainda mais difícil: entender que a recíproca não necessariamente será verdadeira. É muito comum criarmos expectativas nos relacionamentos, quando nos baseamos naquilo que fazemos pelo outro. É quase inevitável que esperemos de volta tudo aquilo que doamos. Mas isso aí é receita pra decepção.
Cada um tem seu jeito de se relacionar. E a forma com que nos relacionamos varia sempre de acordo com o outro lado. Seja em relações de família, de trabalho, de amizade, ou amorosa. A gente se adapta ao que cada indivíduo e cada circunstância representam pra nós.
Se desapegar da expectativa criada é um passo na direção certa. Mas lembre-se que isso não é banalizar os erros cometidos que acabam por nos magoar, e sim uma forma de frear a cobrança e pressão que colocamos em todas as atitudes do outro. Isso vale também para os erros que cometemos e a cobrança com nós mesmos. Aliás, é muito importante ainda sentirmos decepção ou tristeza com algumas atitudes ou situações que vivenciamos. Significa que você ainda não congelou. O coração ainda tá lá, batendo... Uns dias a 69bpm, outros a 128bpm.
O termo para "relacionamento" em inglês é "relationship", que significa ao pé da letra "navio da relação". Acho que é bem por aí, mesmo. Cabe a mim e a você fazê-lo navegar ou afundar.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

“Saber amar, é saber deixar alguém te amar”

“Eu te amo”. Era o que pela primeira vez tive vontade de dizer. “Eu te adoro” estava ficando pequeno, diante do turbilhão de sentimentos que estava sentindo. Gostaria de dizer como começou, quando me dei conta que estava apaixonada e o pior: O terrível medo que senti, medo de perder esse amor, medo de viver esse amor, medo de estar entregue, medo de verbalizar tudo.
Foi tão natural. Não havia pensado em me envolver, muito menos apaixonar-me. Aliás, sempre tive medo de compromissos, medo de gostar de alguém, medo de sofrer, medo da rejeição. O chato do medo....
Agora posso dizer que experimentei a melhor sensação do mundo: Gostar de alguém e alguém gostar de você! Vivo cada momento sendo eu mesma, amo cada segundo, eu realmente vivo um conto de fadas. Mas, nem tudo são flores e sempre haverá um ou outro obstáculo que precisaremos superar.
E quando não estas comigo é como se eu seguisse esperando a metade do meu coração voltar, esperando minha risada, meu carinho e principalmente meu cheiro de volta.
Descobri que sou a mulher perfeita: A mulher igual às outras, aquela que se permitiu amar e deixar ser amada!
O meu amor é seu.